sexta-feira, 10 de maio de 2013

ONE STEP CLOSER

Todo mundo com tempo de sobra para ler um post gigante? hahaha

Este é um post muito esperado por mim, eu não via a hora de chegar aqui e gritar: "EU PASSEIIIIIII.... AHA..UHU...A CNH É MINHA!!!" hehehe

Para alguns, isso significa muito pouco, mas para mim é um degrauzinho a mais, one step closer. E como eu sofri para conseguir! Eu estava com vergonha de revelar isso, mas decidi contar: RODEI 6 VEZES (sim, você leu certo, foram 6 vezes). Seis vezes em que não consegui, seis vezes em que caí e levantei de novo. Doeu, me dilacerei, mas segui em frente (nem sempre tão firme quanto eu gostaria, porém sem nunca desistir).

Hoje eu sabia que seria meu dia. Só que isso não era garantia de nada porque em todas as vezes eu acreditava em mim, eu nunca encarei uma prova achando que não ia conseguir. O que eu fiz de diferente hoje? Bom, eu acho que hoje eu tive mais fé. É incrível como essa palavrinha de apenas duas letras pode ser tão poderosa! E a fé não precisa ser necessariamente em um ser celestial e superior, se você não tem religião, deposite toda a fé em você. Parece balela ou conversinha de autoajuda, mas dá muito certo. No meu caso, a minha fé não era apenas em mim, era também em Deus, eu sabia que Ele estaria me guiando. Horas antes da prova eu pedi a benção de um padre, ele estendeu a mão sobre a minha cabeça e fez uma oração. Ao final, ele disse: "é você que tem que acreditar". Aquilo me aliviou, me tranquilizou.

Mas na hora da prova não tem jeito, o nervosismo sempre pega a gente. Eram 13 pessoas, 12 mulheres e apenas um homem. Acho que tinha muito hormônio feminino reunido ali, era muito "mimimi", muita conversa fiada e blablabla sobre a prova. Quando chegou perto da minha vez eu me afastei, tentei não deixar que o nervosismo alheio me atrapalhasse. A baliza foi um show! Mas meu problema era sempre o percurso. Cheguei na lomba, a temida lomba, justamente a pior onde o examinador poderia me levar. Estacionei e na hora da arrancada os pneus cantaram levemente. Perdi 3 pontos. Minha sorte é que eu não sabia dessa penalidade, senão teria ficado ainda mais nervosa. Saí da lomba e o examinador deu só uma voltinha e em seguida eu já estava de novo no local de saída da prova. Pensei: "passei, eu devo ter passado. Será que não?". Quando desci do carro eu mal sentia as pernas, elas estavam bambas! Não consigo me lembrar de alguma outra ocasião da minha vida em que isso tenha acontecido. E o examinador não falava NADA, só escrevia, escrevia, escrevia... Até que eu disse: "me fala logo esse resultado porque eu to tendo um ataque". Aí ele disse: "parabéns!"

Nunca, em nenhuma das 6 vezes em que rodei, eu derramei uma lágrima. Não sei explicar porquê, às vezes tinha vontade, mas o choro simplesmente não vinha. Mas diante da vitória eu desabei em choro, abracei meu instrutor e finalmente respirei aliviada.

Não fosse essa demora para obter a CNH eu já poderia estar online. Mas prefiro acreditar naquela frase clichê que diz que "Deus escreve certo por linhas tortas". Aprendi muita coisa nesse período em que o meu processo de au pair estava praticamente paralisado pela falta da bendita carteira de motorista. Treinei a paciência, descobri sentido em coisas que antes me pareciam sem explicação e adquiri mais autoconfiança. Além disso, se tivesse passado de primeira eu com certeza não seria uma boa motorista. Naquela época eu não estava pronta. Depois de cada reprovação, eu remarcava mais aulas e pagava uma nova taxa pelo reteste. Para ser sincera, eu me sentia extorquida toda vez que entrava ou saía do CFC. Aquilo é uma máquina de arrecadar dinheiro. Um absurdo! E eu sempre ali com meu cartaozinho da poupança (dinheiro que guardei para o au pair) estendido em direção a atendente: "passa no débito, por favor". E assim foram-se cerca de 2.500 reais!!! Essa deve ser a CNH mais cara de todos os tempos. Viu? Quem mandou rodar tantas vezes e marcar tantas aulas extras? A parte boa de tudo isso é que hoje, depois de ter passado por essa situação, eu me sinto uma motorista de verdade! Hoje eu encaro o volante com segurança!

Essa vitória tem um gostinho super especial porque eu só tirei a CNH em função do au pair. Antes de decidir encarar esse intercâmbio eu nunca tinha nem ligado um carro. Agora vou procurar praticar mais e mais e, se der, arranjar algum carro automático para já ir me acostumando.

Em pouco tempo estarei online pela CI - APC, assim que eu tiver a CNH em mãos (a princípio, na próxima quarta-feira, 15/05) meu app já estará saindo do status "Review by local rep" para ONLINE!

Para terminar, eu quero compartilhar com vocês o vídeo de uma música que me bota MUITO para cima.

"Times are hard, so lets drink to what we got. Take your shot, have some faith. Singing these long days will be worth it when we're older, weight is off our shoulder. I'll drink to that"







domingo, 5 de maio de 2013

ENTREVISTA E TESTE DE INGLÊS


A combinação da palavras “teste” e  ”inglês” provoca calafrios em algumas pessoas. Comigo não é diferente. Cheguei a ficar com dor de barriga quando recebi um e-mail da minha agente da CI dizendo “Cris, nós precisamos refazer umas perguntas, só que desta vez será em inglês e tem que ser com a minha supervisora”.

Mil caraminholas passaram pela minha cabeça depois que eu li a tal frase. Por que em inglês se eu já respondi em português? E por que com a supervisora da minha a gente? Mas engoli o nervosismo junto com a síndrome de teoria da conspiração e estudei um pouco do que poderia ser a prova (sempre tem aquelas perguntas básicas, do tipo: why did you decide to become an au pair?).

Foram cerca de 30 perguntas! Entendi tudo o que a supervisora perguntava e, então, eu ia tentando responder. Com certeza devo ter errado a conjugação de alguns verbos ou mesmo a pronúncia de algumas palavras, mas o importante é que consegui me comunicar. No final da entrevista, o veredicto: “acho que você não terá problemas com o inglês nos EUA”. Que vontade de quebrar o protocolo e dar um beijo na supervisora depois de ouvir essa frase!!

Nunca fiz um estudo regular da língua nem frequentei cursinhos particulares. Tudo (ou quase tudo) o que aprendi sobre inglês foi sozinha (todo mundo sabe que filmes, músicas e livros ajudam bastante) ou na escola pública (onde a aula é uma piada. Anos a fio dedicados ao verbo to be haha). Então, para mim, é uma conquista ENORME alguém dizer: “your english is so good”. É óbvio que eu ainda tenho muito a aprender, sinto que meu nível é só intermediário mesmo, não é nem avançado…mas pelo menos é o suficiente para eu ser aceita no programa au pair.

Bom, mas a descrição acima é do teste que fiz na CI – APC. Quem leu o último post sabe que eu decidi ficar online pela CC também. Então tive que fazer mais um teste (tô quase experiente nesse negócio haha).

Minha entrevista pessoal e teste da CC estavam marcados para às 10h do dia 27/4. Fui super bem recebida pela Ana Luiza, responsável pela Cultural Care no Brasil, e pela Michele, que está sendo treinada por ela para ser representante de CC no Rio Grande do Sul. Meu encontro com as duas durou cerca de 1h30 e foi metade em português e metade em inglês. Elas me deixaram super à vontade, o que colaborou para a diminuição do meu estado de nervosismo. Senti como se fosse mais uma conversa informal do que um entrevista propriamente dita.

Uma das coisas que eu acho mais bacana na CC é que eles são mesmo especialistas em au pair, estão envolvidas com isso o dia todo (diferente de outras empresas que trabalham com au pair, mas também desenvolvem outros tipos de intercâmbio). Adorei a entrevista e o teste de inglês da CC porque, no final, a Ana Luiza ressaltou meus pontos forte e fracos. Acho isso super importante porque preciso ter noção dessas coisas para saber no que posso melhorar e atrair mais famílias. A parte ruim foi que ela me disse que acha muito difícil que eu consiga embarque até o meio do ano. Não impossível, mas muito difícil, sobretudo porque ainda não tenho CNH.

Ah, quase ia esquecendo…. em uma escala de 4 a 7 o meu inglês é apenas 4, segundo as representantes da CC. Ou seja: é o nível intermediário mesmo (conforme eu já suspeitava). Eu realmente entendia tudo o que me perguntavam em inglês, mas às vezes eu me complicava um pouco para responder. O mais difícil, para mim, foi simular a chamada de resgate para o número de emergência americano (o famoso 911). Travei para explicar qual era o meu endereço, que seria o local do acidente fictício. No final, acabei rindo da minha própria desgraça hahaha

Provavelmente na segunda já recebo meu login do application e o boleto para pagar os R$ 310 da inscrição.

Agora é só continuar na caminhada.

ONLINE POR DUAS AGÊNCIAS?


Quase toda au pair sofre para escolher em qual agência vai depositar suas expectativas e, claro, seu rico dinheirinho. Eu escolhi ir de Au Pair Care (APC) porque tive exemplos próximos de pessoas que foram com essa agência e deu tudo certo com elas. Mas, ao mesmo tempo, nutria um sentimento especial pela Cultural Care (CC).

O problema é que a CC cancelou todas as representações que existiam no Rio Grande do Sul, o que me obrigaria a ir para outro Estado fazer entrevista pessoal  e teste de inglês. Nesse meio tempo, a CI (Central de Intercâmbio), que representa a Au Pair Care no Brasil, abriu uma loja no campus da minha universidade! Bom, aí foi só alegria.

Fiz minha inscrição lá com eles em setembro de 2012 e, desde então, comecei a preencher application, fazer o vídeo, conseguir as referências, providenciar atestado médico…e todas as outras coisas que são necessárias para ficar online. Terminei tudo isso em dezembro. Mas faltou a CNH (e esse é um capítulo tão longo da minha vida que merece um post especial – mas não hoje).

Pois bem, como a CNH (ou melhor, a falta dela) começou a atravancar o meu caminho, eu passei a considerar mais seriamente a hipótese de ficar online pela APC e pela CC (para agilizar a minha colocação em alguma família, afinal, terei o dobro de chances ficando online por duas agências). Mas ainda havia o problema da representação no meu estado, aí, quase sem querer querendo, vi uma publicação no facebook da CC chamando as meninas do Sul para uma palestra em Porto Alegre. Não pensei duas vezes e pedi folga no trabalho (a palestra era às 11h30 de uma quinta-feira!). Liguei para a CC e confirmei presença no evento, aí a menina que me atendeu avisou que para fazer a entrevista e o teste de inglês eu deveria depositar R$ 40 reais na conta da CC antes do dia da palestra. Então a Cristiane saiu correndo para fazer o depósito e enviar o comprovante por e-mail.

Resumo da história: o comprovante foi recebido e, então, pude marcar a entrevista e a prova para sábado pela manhã (27/4). Só para esclarecer: na CC a candidata a au pair paga R$ 350 de inscrição (menos R$ 40 pelo teste) e o restante só depois do match. Então achei que valeria a pena tentar ficar online pelas duas agências.

Preciso contar que o dia da palestra (25/04) foi muito especial! Conheci a Eduarda Gatelli, que tem 18, é de Novo Hamburgo e também vai ser Au Pair (a gente se “conheceu” mesmo nesse grupos de au pair no facebook). Marcamos de pegar o mesmo trem até Porto Alegre. Por pouco não nos desencontramos, nessas horas a gente vê o quanto é importante ser pontual! Tagarelamos a viagem inteira (cerca de 45 minutos). Chegando em Porto Alegre, encontramos a Andressa Pazzini, amiga minha formada em jornalismo que está amadurecendo a ideia de fazer um intercâmbio (não necessariamente au pair). Mas alguma coisa me dizia que ela sairia da palestra apaixonada pela ideia de largar tudo aqui para viver um ano fora. O dia da palestra foi excelente para pensar na vida, rever prioridades e elencar as próximas metas e objetivos. E nada melhor do que compartilhar essas ideias com pessoas tão especiais e que estão passando (ou pensando) as mesmas coisas que eu. Sintonia total!

So, here I go again… Só esperando o login chegar para começar a preencher mais um application, correr atrás de mais algumas referências… É, vida de au pair não é mole nem enquanto a gente AINDA não é au pair!

I'M NOT THE ONLY ONE


Existe uma velha canção conhecida no mundo todo que diz: “You may say I’m a dreamer, but I’m not the only one”. John Lennon traduziu com ela o sentimento de muita gente, inclusive de nós, au pairs.

Desde o momento em que decidi mudar o rumo da minha vida encarando esse desafio nunca me senti sozinha. Toda au pair que se preze entra em vários grupos no facebook (e até em outras redes sociais), lê dezenas de blogs…enfim, a gente se joga de cabeça nesse novo mundo e encontra outras meninas que estão passando (ou já passaram) pelo mesmo que nós. Como mágica, cria-se uma identificação mútua e quase instantânea, em pouco tempo passamos a torcer uma pelas outras. Eu agradeço a cada uma com quem já conversei, já desabafei, já pedi ou dei conselho. Agradeço especialmente à Camila Mayuri, um anjinho que Deus colocou na minha vida para me dar inspiração e fazer acreditar que essa loucura toda vai dar certo.

Criei esse blog cheia de receio por meu processo estar tão no início (ainda nem estou online – em outro post explico os contratempos que tive). Mas entendi que cada uma tem sua própria trajetória e eu quero que a minha fique registrada em algum lugar, então que seja aqui. Já percebi, por experiência própria, que se a gente não registra, com o tempo, acaba esquecendo dos detalhes, postando aqui isso não vai acontecer (assim espero).